quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

SÓ AOS POUCOS É QUE O ESCURO É CLARO


 

SÓ AOS POUCOS É QUE O ESCURO É CLARO

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia:  “O animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.

A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.

Por isso, quando alguém diz “Fiquei muito satisfeito com você” ou “Estou muito satisfeita com seu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer “seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música, etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas”.

Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?

Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.

Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer, etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.

Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…

Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2024, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.

Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…

Mario Sergio Cortella

 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

SEU, SUA


 

SEU, SUA


Escondido atrás dos lábios
Sussurros do olhar
Eu serei seu, sua
Eu serei seu, sua

Nada dói mais
Do que não se importar
Tempo como preto e branco
Sem saber nada sobre o futuro
Eu estive pensando
E esperando por você
Sem demora
Em um sonho cheio de você

Como se eu estivesse trancada na escuridão
Eu fecho os meus olhos
E absorvo minhas emoções sob o escuro
Eu continuo perdendo você

No final de uma separação sufocante
No momento em que o amor cego apaga
Vestígios de calor frio
Meu coração foi pisoteado

Como se eu engolisse a escuridão sem fim
Pedaços de memória quebrados
Pensamentos complicados não desaparecem
Sim, sim

Vou tirar todas as suas lágrimas
Quero você por nenhuma razão
Você, com os lábios vermelhos brilhantes

Deixa eu te contar
Oh oh um olhos como o seu
(Me ame, não me machuque)
Oh oh mesmo quando eu fecho os meus olhos
(Apenas me beije, não me queime)
Eu serei seu, sua
(E eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua, amor
Eu serei seu, sua
(Eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua, amor

Oh oh eu continuo caindo
(Me ame, não me machuque)
Oh oh eu não posso mais esconder
(Apenas me beije, não me queime)
Eu serei seu, sua
(E eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua, amor
Eu serei seu, sua
(Eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua, amor

Você não é meu, minha, eu serei seu, sua
Eu escolhi permanecer
Em suas mãos, eu serei seu, sua
A partir desse momento
Do rádio que está sempre ligado
Toda a música abençoa o meu coração
(Sério)
Repito comigo mesmo (a)
Nasci pra você
Eu falo essas palavras
Comigo mesmo (a)
Não é fácil pra mim
Dizer que te amo
Ao seu lado
Olhando seus lábios
Eu quero suportar minha vida
Sério

Atraído sem parar
Nós queremos um ao outro
Você e eu
Eu serei seu, sua
Eu serei seu, sua, amor
Você e eu
Eu serei seu, sua
Eu serei seu, sua, amor

Em todos os momentos eu serei seu, sua
1 segundo, 2 minutos, 3 dias, 4 meses, chegarei a 5 anos
Assim para sempre
Para sempre e sempre
Se é um sonho que não vai se realizar
Eu não vou acordar
A partir desses bons sonhos

Meu coração escondido por dentro
Me diga para revelá-lo
Naquele dia, não importa o que
Como eu poderia contar essa história?

Olhe-me em seus olhos profundos
Sussurre pra mim em silêncio
A história não contada através dos lábios
Sim, sim

Você e eu desajeitadamente nos encontramos
Nesse momento isso é estranho, mas familiar
Vamos ficar juntos
Nessa noite sem fim

Deixa eu te contar
Oh oh um olhar como você
(Me ame, não me machuque)
Oh oh mesmo quando fecho os meus olhos
(Apenas me beije, não me queime)
Eu serei seu, sua
(E eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua
Bebê
Eu serei seu, sua
(Eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua
Bebê

Oh oh eu continuo caindo
(Me ame, não me machuque)
Oh oh eu não posso mais esconder
(Apenas me beije, não me queime)
Eu serei seu, sua
(E eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua
Bebê
Eu serei seu, sua
(Eu serei seu, sua)
Eu serei seu, sua
Bebê

Me ame, não me machuque
Apenas me beije, não me queime
E eu serei seu, sua
Eu serei seu, sua

Me ame, não me machuque
Apenas me beije, não me queime
E eu serei seu, sua
Eu serei seu, sua

 

Raiden

O SOL

 

O SOL

Ei, dor
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

Ei, dor
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

Yeah! Han!
Caminho do Sol, eh!
Lá lararará!
Caminho do Sol, eh!

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou

Lá lararará, lararará
É pra lá
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
Aonde eu vou?
Aonde tenha Sol
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará

Jota Quest