segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

O HOMEM E A NATUREZA

 

O HOMEM E A NATUREZA

"Ao romper do dia, sentei-me na campina, travando conversa com a Natureza, enquanto o Homem ainda descansava sossegadamente nas dobras da sonolência. Deitei-me na relva verde e comecei a meditar sobre estas perguntas:

Será a Beleza Verdade? Será Verdade a Beleza?

E em meus pensamentos vi-me levado para longe da humanidade. Minha imaginação descerrou o véu de matéria que escondia meu íntimo. Minha alma expandiu-se e senti-me ligado à Natureza e a seus segredos. Meus ouvidos puseram-se atentos à linguagem de suas maravilhas.

Assim que me sentei e me entreguei profundamente à meditação, senti uma brisa perpassando através dos galhos das árvores e percebi um suspiro como o de um órfão perdido.

“Por que te lamentas, brisa amorosa?” perguntei.

E a brisa respondeu: “Porque vim da cidade que se escalda sob o calor do sol, e os germes das pragas e contaminações agregaram-se às minhas vestes puras. Podes culpar-me por lamentar-me?”

Mirei depois as faces de lágrimas coloridas das flores e ouvi seu terno lamento… E indaguei: “Por que chorais, minhas flores maravilhosas?”

Uma delas ergueu a cabeça graciosa e murmurou: “Choramos porque o Homem virá e nos arrancará, e nos porá à venda nos mercados da cidade.”

E outra flor acrescentou: “À noite, quando estivermos murchas, ele nos atirará no monte de lixo. Choramos porque a mão cruel do Homem nos arranca de nossas moradas nativas.”

Ouvi também um riacho lamentando-se como uma viúva que chorasse o filho morto, e o interroguei: “Por que choras meu límpido riacho?”

E o riacho retrucou: “Porque sou compelido a ir à cidade, onde o Homem me despreza e me rejeita pelas bebidas fortes, e faz de mim carregador de seu lixo, polui minha pureza e transforma minha serventia em imundície.”

Escutei, ainda, os pássaros soluçando e os interpelei: “Por que chorais meus belos pássaros?”

E um deles voou para perto, pousou na ponta de um ramo e justificou: “Daqui a pouco, os filhos de Adão virão a este campo com suas armas destruidoras e desencadearão uma guerra contra nós, como se fôssemos seus inimigos mortais. Agora estamos nos despedindo uns dos outros, pois não sabemos quais de nós escaparão à fúria do Homem. A morte nos segue, aonde quer que vamos.”

Então o sol já se levantava por trás dos picos da montanha e coloria os topos das árvores com auréolas douradas. Contemplei tão grande beleza e me perguntei:

“Por que o homem deve destruir o que a Natureza construiu?”

Khalil Gibran

 

VOSSA JUNÇÃO

 

VOSSA JUNÇÃO

Que hajam espaços na vossa junção.

E deixem que os ventos dos céus dancem entre vocês.

Se amem um ao outro mas não façam do amor uma prisão.

Deixem que seja antes um mar em movimento entre as margens das vossas almas.

Encham as taças um do outro mas não bebam de uma só taça.

Podem dar um ao outro do vosso pão mas não comam do mesmo pão.

Cantem e dancem juntos e sejam alegres, mas deixem que cada um de vocês fique só.

Tal como as cordas da lira estão separadas e no entanto vibram na mesma harmonia.

Entreguem os vossos corações, mas não à guarda um do outro.

Porque só a mão da Vida pode conter os vossos corações.

E estejam juntos, mas não demasiado juntos:


Porque os pilares do templo se erguem separadamente,


E o carvalho e o cipreste não crescem na sombra um do outro.

 

Khalil Gibran

 

UM NOVO DIA COMEÇAR

 

UM NOVO DIA COMEÇAR

Lute, enfrente, acredite, tenha fé, nunca desista, se cair levante, não deixe se abalar por fraqueza, seja forte, se precisar chorar, chore, mais lembre-se que você tem a opção de um sorriso.

Põe na tua consciência quando acordar que você tem uma meta, fazer seu dia valer a pena.

Não deixe que chegue a noite e você chore, mas sim que ela chegue e você sorria por ter conseguido enfrentar a vida.

Por ter sido forte, porque mais um dia está por vir e sofrer agora não vai resolver e nem te ajudar a ser feliz quando der meia noite e um novo dia começar.

 

Lorrana Guimarães