segunda-feira, 13 de maio de 2024

RETORNO


 

RETORNO

Somente depois de ter andado por terras estranhas
É que pude reconhecer a beleza da minha morada.
A ausência mensura o tamanho do local perdido
Evidencia o que antes estava oculto, por força do costume.
Olhei minha mãe como se fosse a primeira vez,
Olhei como se eu voltasse a ser criança pequena
A descobrir- lhe as feições tão maternas.
Abri o portão principal como quem abria
Um cofre que resguardava valores incomensuráveis.
As vozes de todos os dias estavam reinauguradas.
Realizar a proeza de ser gerado de novo.
Suas mãos sobre os meus cabelos pareciam devolver-me
A mim mesmo (a).
Mãos com poder de sutura existencial...
Era como se o gesto possuísse voz, capaz de dizer:
Dorme meu filho (a), porque enquanto você dormir
Eu lhe farei de novo.
Dorme meu filho (a), dorme...

Padre Fábio de Melo

 

JEOVÁ JIREH


 

JEOVÁ JIREH

 

Oh, Deus provedor
Jeová Jireh

O fogo não me queima
Nas águas, não vou afundar
Pois estás comigo
Não estou sozinho

Eu estou guardado
No esconderijo
Não estou sozinho
Tu estás comigo

Temer por que se eu estou
Guardado por quem nunca perdeu batalhas?
Seu nome é Jeová Jireh
Irás prover de novo, eu creio em ti

Haja o que houver, venha o que vier
Irás prover de novo, eu creio em ti
Eu não vivo do que vejo, vivo do que creio
Irás prover de novo, eu creio em ti

O fogo não me queima
Nas águas, não vou afundar
Pois estás comigo
Não estou sozinho

Eu estou guardado
No esconderijo
Não estou sozinho
Tu estás comigo

Temer por que se eu estou
Guardado por quem nunca perdeu batalhas?
Seu nome é Jeová Jireh
Irás prover de novo, eu creio em ti

Haja o que houver (é), venha o que vier
Irás prover de novo, eu creio em ti
Eu não vivo do que vejo, mas eu vivo do que creio
Irás prover de novo (sim, senhor), eu creio em ti, iê

A tempestade e o vento forte
Não vão roubar a minha fé em ti, meu Deus
A tempestade e o vento forte
Não vão roubar a minha fé (não, não, nã)
Em ti, meu Deus (não vão roubar a minha fé)

A tempestade e o vento forte
Não vão roubar a minha fé em ti, meu Deus
(A tempestade) oh, a tempestade não vai
(E o vento forte) o vento forte não vai
Não vão roubar a minha fé em ti, meu Deus

Em ti, meu Deus
Em ti, meu Deus

Temer por quê?
Se eu estou guardado por quem nunca perdeu batalhas
Seu nome é Jeová Jireh
Irás prover de novo, sim, sim (eu creio em ti)

Haja o que houver, venha o que vier
Irás prover de novo, eu creio (em ti), eu creio
Eu não vivo do que vejo, vivo do que creio
Irás prover de novo, eu creio em ti

Eu creio em ti
Irás prover de novo
Sim, eu sei, sim, eu sei
Sim, eu sei

Sim, eu sei
Sim, eu sei

 

Aline Barros

quinta-feira, 9 de maio de 2024

SILÊNCIO

 

SILÊNCIO

Ficar calado (a) é uma forma de dizer sem conceituar.

Os conceitos são formulações fáceis, o silêncio não.

Descobrir o que o silêncio diz requer mestria, observação

minuciosa.

É bom não saber dizer...

Bom mesmo é ser compreendido (a), mesmo quando não

sabemos dizer...

Amar é uma forma de crer em silêncio!

 

Padre Fábio de Melo