sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

 

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

Conheça a origem da oração do Pai Nosso, as diferenças entre as suas versões e por que é a oração mais importante.

Conheça a origem da oração do Pai Nosso, as diferenças entre as suas versões e por que é a oração mais importante.

“Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista também ensinou os seus discípulos”. Foi a partir deste pedido, de um de seus discípulos, que Jesus nos deixou a oração cristã fundamental: o Pai Nosso.

Neste artigo, você vai conhecer a origem da oração do Pai Nosso e como está contido nela o resumo de todo o Evangelho. Além disso, passaremos brevemente por cada uma das sete petições dessa oração e veremos o que Santo Tomás comenta a respeito dela.

ORIGEM


Em primeiro lugar, a oração do Pai Nosso tem a sua origem nas Sagradas Escrituras. Embora as palavras exatas possam variar nas versões de São Mateus e São Lucas, a estrutura geral da oração permanece consistente.

O Evangelho de São Mateus apresenta o Pai Nosso como parte do Sermão da Montanha, no qual Jesus ensina seus discípulos sobre diversos aspectos da vida espiritual. Nesse sentido, Ele instrui seus discípulos sobre como orar de maneira significativa e autêntica — sem repetições vazias de sentido. “Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras.”

Já o Evangelho de São Lucas traz a Oração do Pai Nosso em resposta a um pedido específico de um dos discípulos para que Jesus os ensinasse a rezar: “Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.”

Sendo assim, Jesus não apenas revela a oração em si, mas também enfatiza a persistência na busca de Deus através da oração por meio de dois exemplos: o amigo à meia-noite  e o pai que dá coisas boas aos filhos. Tais exemplos demonstram a importância de perseverar na busca de Deus e de rezar com confiança, reconhecendo-o como um Pai amoroso e generoso.

DIFERENÇAS ENTRE A VERSÃO CATÓLICA E A EVANGÉLICA


A principal diferença entre a versão católica e a evangélica do Pai Nosso está na tradução da frase referente ao perdão. Os católicos rezam “Perdoai as nossas ofensas”, enquanto os evangélicos costumam rezar “Perdoai as nossas dívidas”.

A versão “perdoai as nossas dívidas” é baseada na tradução do Novo Testamento para o grego, especificamente na palavra “opheilema”, que pode ser traduzida tanto como “dívidas” quanto como “ofensas” ou “pecados”. Essa interpretação enfatiza a ideia de que somos devedores perante Deus e precisamos de seu perdão.

Por outro lado, a versão “perdoai as nossas ofensas” baseia-se em uma interpretação mais ampla do termo grego “opheilema”, que também pode ser traduzido como “ofensas”, “pecados” ou “culpas”. Nesse contexto, a palavra “ofensas” engloba tanto as dívidas espirituais quanto as transgressões e faltas cometidas contra Deus e contra os outros.

Além disso, alguns grupos evangélicos acrescentam um trecho final à oração, conhecido como doxologia, que diz: “Porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. Ela é frequentemente recitada após a frase “mas livra-nos do mal”.

O RESUMO DE TODO O EVANGELHO

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, a oração do Pai Nosso é considerada “o resumo de todo o Evangelho”. Santo Agostinho afirmou que todas as orações presentes na Sagrada Escritura estão incluídas e resumidas nessa oração dominical.

A oração do Pai Nosso é conhecida como “oração dominical” ou “oração do Senhor”, pois foi ensinada e legada por Jesus Cristo aos Seus discípulos. Jesus, como Filho Único de Deus, dá as palavras que o Pai lhe deu. Ele é o mestre da nossa oração e, como Verbo Encarnado, conhece as necessidades de seus irmãos, servindo como modelo perfeito de oração.

No entanto, Jesus não nos deixou uma fórmula para ser repetida mecanicamente. Ele nos oferece as palavras fundamentais, mas é o Espírito Santo que dá vida e sentido a essas palavras em nossos corações. É por meio da Palavra de Deus que o Espírito Santo nos ensina a rezar ao Pai, tornando nossa oração uma expressão viva e íntima dos nossos desejos.

O CARÁTER ECLESIAL DO PAI NOSSO


A oração do Pai Nosso está, portanto, enraizada na oração litúrgica da Igreja e é rezada desde os primeiros tempos da comunidade cristã. Ela faz parte das principais horas do Ofício Divino e é rezada em conjunto pelos fiéis, demonstrando a dimensão eclesial dessa prece. Essa natureza eclesial se sobressai especialmente nos três sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia.

Nos sacramentos do Batismo e da Confirmação, a entrega da oração do Pai Nosso simboliza o novo nascimento para a vida divina. Através desses sacramentos, somos regenerados pela Palavra de Deus e aprendemos a invocar o Pai com a única palavra que Ele sempre ouve.

Já na liturgia eucarística, a oração do Senhor se manifesta como a oração de toda a Igreja. Ela recapitula as petições e intercessões presentes na oração eucarística, antecipando o festim do Reino que a Comunhão sacramental celebra.

Por fim, na Eucaristia, a oração do Senhor assume um caráter escatológico, relacionado aos tempos finais e à salvação que se iniciou com o derramamento do Espírito Santo e se concluirá com a volta de Jesus. Nossos pedidos ao Pai, ao contrário das orações da Antiga Aliança, são embasados no mistério da salvação já plenamente realizado em Cristo, que foi crucificado e ressuscitou.

Em suma, a oração resume todo o evangelho, pois nela encontramos os ensinamentos centrais de Jesus sobre como nos relacionarmos com Deus e com os outros. Cada petição da oração reflete valores fundamentais, como a busca pela vontade de Deus, o perdão mútuo, a confiança em Sua providência e a esperança na vinda do Seu Reino.

OS SETE PEDIDOS DO PAI NOSSO


Na primeira petição do Pai Nosso, “Santificado seja o vosso nome”, reconhecemos a santidade do nome de Deus e damos glória a Ele. Afinal, nascemos para conhecer e amar a Deus, portanto, dar glória a Ele é corresponder a tal chamado.

No segundo pedido do Pai Nosso “Venha a nós o vosso Reino”, desejamos que o Reino de Deus se manifeste em nós e no mundo. Por isso, buscamos viver segundo os valores desse Reino e, assim, desejamos participar da glória celeste com Cristo.

Em seguida, “Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”, reconhecemos que a vontade de Deus já é feita no Céu. Em Jesus, a vontade do Pai se cumpriu perfeitamente. Pela oração e pela comunhão da Igreja buscamos os meios para discernir e cumprir a vontade divina nesta vida terrena também.

Ao rezarmos “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, devemos lembrar que nosso verdadeiro alimento espiritual é a Eucaristia e que também nos alimentamos da Palavra de Deus. Além disso, reconhecemos que Deus é o provedor de nossas necessidades materiais e espirituais. O que nos impele a compartilhar nossos bens com os necessitados.

Na quinta petição, pedimos a Deus que nos perdoe como perdoamos aqueles que nos ofendem. Dessa forma, admitimos a nossa própria necessidade de perdão e, ao mesmo tempo, o compromisso de perdoar os outros — seja quem for, “[…] perdoai, e sereis perdoados”.

No sexto pedido, “Não nos deixeis cair em tentação”, reconhecemos a fragilidade humana diante da tentação e pedimos ao Espírito Santo discernimento e fortaleza. Pedimos a Deus que nos livre do caminho que leva ao pecado e nos fortaleça para resistir à tentação.

Por fim, na sétima petição, pedimos a Deus para nos livrar do mal, especialmente do poder de Satanás. Sabemos do papel do Maligno na introdução do pecado e da morte no mundo, mas confiamos na vitória de Cristo sobre ele. Imploramos pela paz em nossos dias e aguardamos a gloriosa vinda de Jesus Cristo, nosso Salvador.

SANTO TOMÁS DE AQUINO SOBRE O PAI NOSSO


POR QUE É A ORAÇÃO MAIS IMPORTANTE?


A oração do Pai Nosso é considerada a mais importante entre todas as orações, pois contém cinco virtudes fundamentais para que uma oração seja adequada, de acordo com o
Santo e filósofo Tomás de Aquino. Dessa forma, uma oração deve ser segura, correta, ordenada, devota e humilde.

SEGURA


Em primeiro lugar, a oração do Pai Nosso é segura, pois permite que nos aproximemos do trono da graça com confiança. Ela foi formulada pelo próprio Cristo, nosso advogado perfeito. É uma súplica amigável e devota por meio da qual dizemos a Deus as nossas necessidades. Além disso, quem nos ouve em oração é aquele que nos ensinou a rezar, e nunca fazemos essa oração sem obter fruto.

CORRETA


Em seguida, para que uma oração seja correta, devemos pedir a Deus o que é apropriado e alinhado com Sua vontade. Muitas vezes, podemos nos equivocar ao fazer pedidos que não são adequados para nós ou para os outros. No entanto, o Pai Nosso nos orienta a pedir de forma correta, pois foi ensinado pelo próprio Jesus Cristo. Ao seguir essa oração perfeita, asseguramo-nos de que nossos pedidos estejam em conformidade com a vontade divina.

ORDENADA


A terceira virtude da oração adequada, de acordo com Santo Tomás de Aquino, é a ordem. Ela consiste em preferir o que é espiritual e celestial ao que é carnal e terreno, tanto em nossos desejos quanto em nossos pedidos. Sendo assim, a oração do Pai Nosso nos ensina essa ordem em sua estrutura, na qual primeiro pedimos pelas realidades celestiais e, em seguida, pelas necessidades terrenas.

DEVOTA


A devoção é outra virtude essencial na oração. Ela envolve um fervor interior, uma entrega sincera e amorosa a Deus. A oração deve ser marcada por essa intenção sincera, e não pela quantidade de palavras. Dessa forma, a oração ensinada pelo próprio Jesus é breve, mas cheia de sentido e caridade. A devoção surge da caridade, expressa não só no amor a Deus — quando O chamamos de Pai —, mas também no amor ao próximo, demonstrado na oração eclesial e no perdão mútuo. E tudo isso está presente na oração dominical.

HUMILDE


Por fim, a virtude da humildade é fundamental para que uma oração seja adequada e ela está presente na oração do Pai Nosso. As Escrituras nos ensinam que Deus atende à oração dos humildes — a história do fariseu e do publicano, por exemplo, mostra-nos a importância dessa postura humilde diante de Deus. A oração do Pai Nosso reflete essa humildade, pois verdadeiramente humilde é aquele que não presume nada de suas próprias forças, mas confia plenamente na virtude divina para alcançar aquilo que necessita.

A humildade é a principal arma para vencer a soberba.

EFEITOS DA ORAÇÃO


A oração do Pai Nosso, de acordo com
Santo Tomás de Aquino, produz três efeitos benéficos. Em primeiro lugar, a oração é um remédio eficaz contra diversos males. Ela nos liberta do pecado já cometido; exemplos bíblicos como o ladrão na cruz e o publicano mostram como a oração conduz ao perdão e à justificação. Além disso, a oração nos liberta do medo dos pecados futuros, das tribulações e das tristezas. Ela também nos protege das perseguições e dos inimigos.

Em seguida, a oração é eficaz para alcançar todos os desejos. Jesus nos ensinou que tudo o que pedirmos com fé receberemos. No entanto, se não somos ouvidos, é porque não pedimos com insistência ou porque não pedimos o que é mais útil para nossa salvação. Lembra-nos Santo Agostinho que o Senhor é bom, pois Ele muitas vezes não concede o que queremos, mas sim o que realmente precisamos. Paulo, por exemplo, pediu três vezes para ser libertado de um espinho na carne, e não foi atendido.

Por fim, a oração é útil porque nos torna íntimos de Deus. Ela nos aproxima da presença divina e estabelece uma relação de intimidade com o Pai: “Suba minha oração como incenso à tua presença”. Ao nos dirigirmos a Deus como Pai na oração do Pai Nosso, expressamos essa proximidade e comunhão com Ele.

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO


Pai Nosso que estais nos céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.

Amém.

Biblioteca Católica


DEUTERONÔMIO 28


 

DEUTERONÔMIO 28

1 E será que, se ouvires a Voz do Senhor Teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus Mandamentos que eu Hoje te ordeno, o Senhor Teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.

2 E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a Voz do Senhor Teu Deus:

3 Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo.

4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.

5 Bendito o teu cesto e a tua amassadeira.

6 Bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres.

7 O Senhor entregará, feridos diante de ti, os teus inimigos, que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão da tua presença.

8 O Senhor mandará que a Bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor Teu Deus.

9 O Senhor te confirmará para si como povo santo, como te tem jurado, quando guardares os Mandamentos do Senhor Teu Deus, e andares nos seus Caminhos.

10 E todos os povos da terra verão que é invocado sobre Ti o Nome do Senhor, e terão temor de ti.

11 E o Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar.

12 O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.

13 E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos Mandamentos do Senhor Teu Deus, que Hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.

14 E não te desviarás de todas as palavras que Hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, andando após outros deuses, para os servires.

15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à Voz do Senhor Teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus Mandamentos e os seus estatutos, que Hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão:

16 Maldito serás tu na cidade, e maldito serás no campo.

17 Maldito o teu cesto e a tua amassadeira.

18 Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e o rebanho das tuas ovelhas.

19 Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres.

20 O Senhor mandará sobre ti a maldição; a confusão e a derrota em tudo em que puseres a mão para fazer; até que sejas destruído, e até que repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, pelas quais me deixaste.

21 O Senhor fará pegar em ti a pestilência, até que te consuma da terra a que passas a possuir.

22 O Senhor te ferirá com a tísica e com a febre, e com a inflamação, e com o calor ardente, e com a secura, e com crestamento e com ferrugem; e te perseguirão até que pereças.

23 E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro.

24 O Senhor dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças.

25 O Senhor te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás de diante deles, e serás espalhado por todos os reinos da terra.

26 E o teu cadáver servirá de comida a todas as aves dos céus, e aos animais da terra; e ninguém os espantará.

27 O Senhor te ferirá com as úlceras do Egito, com tumores, e com sarna, e com coceira, de que não possas curar-te;

28 O Senhor te ferirá com loucura, e com cegueira, e com pasmo de coração;

29 E apalparás ao meio-dia, como o cego apalpa na escuridão, e não prosperarás nos teus caminhos; porém somente serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve.

30 Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela; edificarás uma casa, porém não morarás nela; plantarás uma vinha, porém não aproveitarás o seu fruto.

31 O teu boi será morto aos teus olhos, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve.

32 Teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo, os teus olhos o verão, e por eles desfalecerão todo o dia; porém não haverá poder na tua mão.

33 O fruto da tua terra e todo o teu trabalho, comerá um povo que nunca conheceste; e tu serás oprimido e quebrantado todos os dias.

34 E enlouquecerás com o que vires com os teus olhos.

35 O Senhor te ferirá com úlceras malignas nos joelhos e nas pernas, de que não possas sarar, desde a planta do teu pé até ao alto da cabeça.

36 O Senhor te levará a ti e a teu rei, que tiveres posto sobre ti, a uma nação que não conheceste, nem tu nem teus pais; e ali servirás a outros deuses, ao pau e à pedra.

37 E serás por pasmo, por ditado, e por fábula, entre todos os povos a que o Senhor te levará.

38 Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá.

39 Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as colherá.

40 Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira.

41 Filhos e filhas gerarás; porém não serão para ti; porque irão em cativeiro.

42 Todo o teu arvoredo e o fruto da tua terra consumirá a lagarta.

43 O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e tu mais baixo descerás;

44 Ele te emprestará a ti, porém tu não emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda.

45 E todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado;

46 E serão entre ti por sinal e por maravilha, como também entre a tua descendência para sempre.

47 Porquanto não serviste ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de coração, pela abundância de tudo.

48 Assim servirás aos teus inimigos, que o Senhor enviará contra ti, com fome e com sede, e com nudez, e com falta de tudo; e sobre o teu pescoço porá um jugo de ferro, até que te tenha destruído.

49 O Senhor levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás;

50 Nação feroz de rosto, que não respeitará o rosto do velho, nem se apiedará do moço;

51 E comerá o fruto dos teus animais, e o fruto da tua terra, até que sejas destruído; e não te deixará grão, mosto, nem azeite, nem crias das tuas vacas, nem rebanho das tuas ovelhas, até que te haja consumido;

52 E sitiar-te-á em todas as tuas portas, até que venham a cair os teus altos e fortes muros, em que confiavas em toda a tua terra; e te sitiará em todas as tuas portas, em toda a tua terra que te tem dado o Senhor teu Deus.

53 E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o Senhor teu Deus, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão.

54 Quanto ao homem mais mimoso e delicado no meio de ti, o seu olho será maligno para com o seu irmão, e para com a mulher do seu regaço, e para com os demais de seus filhos que ainda lhe ficarem;

55 De sorte que não dará a nenhum deles da carne de seus filhos, que ele comer; porquanto nada lhe ficou de resto no cerco e no aperto, com que o teu inimigo te apertará em todas as tuas portas.

56 E quanto à mulher mais mimosa e delicada no meio de ti, que de mimo e delicadeza nunca tentou pôr a planta de seu pé sobre a terra, será maligno o seu olho contra o homem de seu regaço, e contra seu filho, e contra sua filha;

57 E isto por causa de suas páreas, que saírem dentre os seus pés, e para com os seus filhos que tiver, porque os comerá às escondidas pela falta de tudo, no cerco e no aperto, com que o teu inimigo te apertará nas tuas portas.

58 Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas neste livro, para temeres este Nome Glorioso e Temível, o Senhor Teu Deus,

59 Então o Senhor fará espantosas as tuas pragas, e as pragas de tua descendência, grandes e permanentes pragas, e enfermidades malignas e duradouras;

60 E fará tornar sobre ti todos os males do Egito, de que tu tiveste temor, e se apegarão a ti.

61 Também o Senhor fará vir sobre ti toda a enfermidade e toda a praga, que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído.

62 E ficareis poucos em número, em lugar de haverem sido como as estrelas dos céus em multidão; porquanto não destes ouvidos à voz do Senhor teu Deus.

63 E será que, assim como o Senhor se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim o Senhor se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e desarraigados sereis da terra a qual passais a possuir.

64 E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra.

65 E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o Senhor ali te dará coração agitado, e desfalecimento de olhos, e desmaio da alma.

66 E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida.

67 Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a noite! E à tarde dirás: Ah! Quem me dera ver a manhã! Pelo pasmo de teu coração, que sentirás, e pelo que verás com os teus olhos.

68 E o Senhor te fará voltar ao Egito em navios, pelo caminho de que te tenho dito; nunca jamais o verás; e ali sereis vendidos como escravos e escravas aos vossos inimigos; mas não haverá quem vos compre.

Amém.